Linux num Mac

Os computadores da Apple são estritamente construídos para rodarem Mac OS X, numa conjunção hardware e software raríssima. Talvez seja por isso que ele just works.

Isso impressiona muita gente, principalmente designers, mas se ainda sente que falta um pouco para se satisfazer, como me faltou, bem, siga o resto.

É uma máquina excelente, design ímpar, mas já não é diferente ou superior do que se pode encontrar por aí.

Usar Linux em conjunto com o OS da casa é simples e bem documentado, utilizando as ferramentas do BootCamp. O maravilhoso rEFIt pode lhe auxiliar na tarefa.

A documentação sobre ele somente com um Linux é escassa e pulverizada, não sendo fácil juntar tudo e fazê-lo, ou mesmo achar casos de sucesso explícitos.

A ideia aqui é dar um fim no OS padrão e deixar o Mac somente com sua preferência Linux.

Cubro a minha configuração, iMac 7,1 (um modelo Intel padrão, nada muito diferente [logic board?]), embora provavelmente funcione em qualquer outro desses computadores novos da Apple.

Macs não se utilizam de firmware BIOS, mas sim de EFI, uma tentativa frustrada de se fazer algo novo ou diferente. A Apple não disponibiliza informação alguma sobre como implementar qualquer coisa com base nisso. O Linux é rodado em legacy mode.

Antes de definitivamente instalar o Kubuntu, ainda testei Fedora, Mandriva e openSUSE, este último não se instala adequadamente.

O processo de instalação é trivial, ao menos por alguns pontos de simples resoluções.

Coloque seu disco de instalação e antes de qualquer coisa, procure pelo parted num console, para alterar a tabela de partição para msdos (isso faz coisas ruins com dados, cuide deles antes):

mklabel msdos

Lembrando que você não se preocupa em perder dados, pois este será seu sistema operacional principal e que salvou coisas importantes do OS X naquele seu armazenamento externo, corra a instalação normalmente, podendo dar fim naquelas partições HFS+ e tudo o mais.

Após a instalação, notará que o Linux não é carregado na hora. Isso acontece pois o EFI preparado para rodar em legacy mode e procura por sistemas de arquivos HFS antes de iniciar, ele vai vasculhando todos os armazenamentos conectados. Para indica-lo o correto, inicie o disco de instalação do OS X, abra um terminal e execute:

diskutil list

Isso vai lhe dar uma lista das partições atuais e nomes apropriados para OS X. Achando a partição onde está instalado o GRUB, prossiga com:

bless –device /dev/partição_do_grub –setBoot –legacy –verbose

A inicialização agora será direta.

A maioria dos modelos de Mac vêm com GPUs ATI, que tem histórico de mal suporte para Linux. Por algum motivo obscuro, o driver livre radeon tem performance muito abaixo do esperado, quando não enche o monitor de flickers. A documentação sobre isso é vasta, e se optou pelo Mandriva, deve funcionar out of the box.

O som é, até o momento, o mais complicado para se fazer funcionar, porém a solução é simples até demais, achei-a numa página ainda sobre o Gutsy. Adicione esta linha ao final do arquivo /etc/modprobe.d/alsa-base e reinicie:

options snd-hda-intel model=mbp3

Som funcionando, embora os falantes internos funcionem porcamente. Câmera, teclado, mouse, e demais periféricos funcionam sem configurações. Não cheguei a testar o controle remoto, mas devo fazê-lo e atualizar isto.

Caso tenha algum dispositivo de armazenamento formatado para HFS+, recomendo fortemente a troca deste por sistemas de arquivos nativos ou NTFS.

É isso, corrijo ou atualizo caso necessário.

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